30.7.09
Liqui-DADA
Quero triturar-te
Esmagar até liquidá-lo
Líquido!
Eu guardaria em uma garrafa
Ricamente ornamentada
E tomaria um tiquinho
Toda manhã
Só umas gotinhas
Pra durar o quanto possível
O quanto eu consiga te poupar
Só pra não ver teu fim!
Esmagar até liquidá-lo
Líquido!
Eu guardaria em uma garrafa
Ricamente ornamentada
E tomaria um tiquinho
Toda manhã
Só umas gotinhas
Pra durar o quanto possível
O quanto eu consiga te poupar
Só pra não ver teu fim!
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25.6.09
A mídia endurece

Sem delongas. A mídia endurece porque é overdose. Sempre critiquei o “Réquiem para um Sonho”, por conta do exagero imagético do diretor, porque chega uma hora, em que eu, ao menos, simplesmente amorteço. Não sinto mais.
E é assim com notícias tristes e celebridades “causators”, eu fiquei mais triste com a tragédia do vôo 447, do que com a morte do Michael Jackson. Até a Farrah Fawcett, que eu nunca vi na TV, me entristeceu mais. Acho mais comovente uma atriz que vivia a segunda metade da vida dignamente tratando um câncer do que o rei do pop. Por quê?
Porque o Michael Jackson aporrinhava. Era uma loucura atrás da outra, a única vez que me lembro de ter ficado simpática a ele, foi quando ouvi boatos de que ele foi maltratado na infância. Loucura e ego TÊM LIMITE.
O Michael parece que fez acordo com jornalistas, todo dia ele paria um furo. Pendura filho na janela, vai pra Bahia, abusa de menores, casa com a filha do Elvis, sei lá, eu simplesmente não me importo. Não me importo com a vida dele, nem com o casamento da Angelina Jolie com o Brad Pitt e nem com a carreira do Roberto Justus. Isso pra mim é estalactite da pior espécie.
Não consigo sentir falta do Michael, ele era um joguete de si mesmo e da mídia. Ouvir Jackson 5 será igualmente prazeroso, para mim o seu talento está dissociado de sua pessoa, assim esquizóide mesmo. A mídia faz isso, separa o corpo da alma, o Michael deixou de ser um humano, para virar um spam, um pop-up.
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9.9.08
Tua substância
Adoro-me em tuas mãos
Substância branca
Temperada pelo desejo
Salpicada no teu corpo
Ganho elasticidade
Você me estica toda
Meu peso no teu peito
Sandices sustenidas
Confissões suspiradas
Quero-te ainda mais
Para além da insistência
Febril de que sou vítima
Quando caída a seu lado
Toda tua fragilidade
Eu embrulho no meu manto
E asseguro que te escuto
Teu melodrama
Tua lama
Tuas foices
Minhas asas
Para sempre
Tuas omoplatas
Meus seios
Meu sumo
Meu sulco
Meu corpo
Para sempre
Teu refúgio
Substância branca
Temperada pelo desejo
Salpicada no teu corpo
Ganho elasticidade
Você me estica toda
Meu peso no teu peito
Sandices sustenidas
Confissões suspiradas
Quero-te ainda mais
Para além da insistência
Febril de que sou vítima
Quando caída a seu lado
Toda tua fragilidade
Eu embrulho no meu manto
E asseguro que te escuto
Teu melodrama
Tua lama
Tuas foices
Minhas asas
Para sempre
Tuas omoplatas
Meus seios
Meu sumo
Meu sulco
Meu corpo
Para sempre
Teu refúgio
14.8.08
Auto-flagelo
O que me angustia por existir
É também o que não quero que me abandone
Quimeras mil
Banalidades da existência
Ameaçam todo o por-dentro
Que se manifesta esquizofrenicamente
Hiperativismo sem pátria
Só hasteio a bandeira da existência
Sobreviver é preciso
Existir talvez mais
O trivial poderia ser divino
É minha alma quem reinvindica
Sem rédeas não se caminha
Contraditoriamente
Meu domador cochilou
Depois daquela sessão de cinema
Meus olhos liquefaziam-se
E ele se perdeu na rodoviária
Eu preciso do chicote
Muito mais do que do copo
Acredite-me
Quimeras em estado líquido
Estão em franca decadência há tempos
Ruínas seculares de labirintos
Eu só quero abrir a porta!
É também o que não quero que me abandone
Quimeras mil
Banalidades da existência
Ameaçam todo o por-dentro
Que se manifesta esquizofrenicamente
Hiperativismo sem pátria
Só hasteio a bandeira da existência
Sobreviver é preciso
Existir talvez mais
O trivial poderia ser divino
É minha alma quem reinvindica
Sem rédeas não se caminha
Contraditoriamente
Meu domador cochilou
Depois daquela sessão de cinema
Meus olhos liquefaziam-se
E ele se perdeu na rodoviária
Eu preciso do chicote
Muito mais do que do copo
Acredite-me
Quimeras em estado líquido
Estão em franca decadência há tempos
Ruínas seculares de labirintos
Eu só quero abrir a porta!
6.5.08
This rose will never die
A Lady D´arbenville vai se se fingir de morta, vai se trancar, vai ser contida, mas ela tem um plano. Eu estou recolhendo energia, chega de dispersá-la pelos ares. No momento oportuno, eu renasço. Mas sem fazer alarde, não quero mais tanta atenção, prefiro passar sorrateira por entre as multidões. Estou procurando minhas peças, mais alguns números e encerro esse Sudoku. Me deixe meditar sobre meu próximo movimento, quero todas as tuas damas! Não quero mais que dê velha, não quero mais blefar no truco. Se não conseguir o zap, continuo quietinha. Agora eu só peço 12!
8.4.08
Não vá dizer que eu não disse
Sim, eu tenho uma vida.
Sim, eu tenho planos, sonhos e prateleiras.
Sim, eu tenho CDS, livros e filmes.
Sim, eu tenho um emprego.
Sim, tenho bastante trabalho a fazer.
Sim, tenho amigos.
Sim, tenho família.
Sim, tenho animais de estimação.
Sim, tenho contas pra pagar e problemas pra pensar.
Sim, tenho muitas lembranças.
Sim, tenho auto-estima.
Sim, tenho sono.
Sim, ainda assim, gostaria de ter você.
Sim, eu tenho planos, sonhos e prateleiras.
Sim, eu tenho CDS, livros e filmes.
Sim, eu tenho um emprego.
Sim, tenho bastante trabalho a fazer.
Sim, tenho amigos.
Sim, tenho família.
Sim, tenho animais de estimação.
Sim, tenho contas pra pagar e problemas pra pensar.
Sim, tenho muitas lembranças.
Sim, tenho auto-estima.
Sim, tenho sono.
Sim, ainda assim, gostaria de ter você.
16.10.07
De amor e de sombras
E cheguei bem, feliz, cheia de vida.
E te vi e fiquei descompassada.
Aí a cada dia, o brilho vai se perdendo entre
bobagens burocráticas e gente mal amada.
A correria ensandecida não deixa espaço pro
romantismo, mas você deve imaginar que eu
não abro mão de amor vivido.
Deve nada, você nem imagina o quanto eu
tenho para te divertir, te faria rir até de manhã.
E a cada garota que você olha, meu dia fica com
mais neblina.
Visto o traje da desesperança, de quem sabe que
não perdeu porque nunca teve.
E é isso que retumba no vazio de não fazer
parte da sua vida: por que não eu?
E te vi e fiquei descompassada.
Aí a cada dia, o brilho vai se perdendo entre
bobagens burocráticas e gente mal amada.
A correria ensandecida não deixa espaço pro
romantismo, mas você deve imaginar que eu
não abro mão de amor vivido.
Deve nada, você nem imagina o quanto eu
tenho para te divertir, te faria rir até de manhã.
E a cada garota que você olha, meu dia fica com
mais neblina.
Visto o traje da desesperança, de quem sabe que
não perdeu porque nunca teve.
E é isso que retumba no vazio de não fazer
parte da sua vida: por que não eu?
3.7.07
2.2.07

Pêlos e poros e concatenações
Não entendo como gosto de você
Desconhecido a mim mas descoberto
Um entendimento aromático
O cheiro da tua pele diz tudo o que eu quero ouvir
Diálogos debochados que se eletrizam
Ao roçar das nossas mãos de encontro ao beijo
Admiração recíproca sem maiores razões
Um encantamento do desejo que se concretiza
Língua que dança entre meus dentes
E atiça o corpo todo que estremece
Peito no peito repercute em transe
Respirar-nos nessa avalanche
Eu quero tatear você
Eu quero conhecer você
Eu quero transpirar você
Eu quero tremer dentro de você
1.2.07
30.1.07
All my love to you mummy
Não é só porque você me ensinou o que é generosidade, o que é amor de verdade, o que é carinho, ou porque você é a melhor pessoa que eu conheço ou porque sem você eu não seria nada, é ainda por tudo isso e mais que minha cabeça fraca não saberia enumerar....
"Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses, não
Imensa solidão
Eu sou um rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarrras, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estás
És para mim e nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste
Quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
E nunca chego à ti"
Não é só porque você me ensinou o que é generosidade, o que é amor de verdade, o que é carinho, ou porque você é a melhor pessoa que eu conheço ou porque sem você eu não seria nada, é ainda por tudo isso e mais que minha cabeça fraca não saberia enumerar....
"Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses, não
Imensa solidão
Eu sou um rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarrras, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estás
És para mim e nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste
Quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
E nunca chego à ti"
4.12.06
Felisaudade
Assim como a luz matinal
Aviva as folhagens que sonham
Tua lembrança desperta em meu horizonte
Letras vivas que narram nosso romance
Não te quero enfeitar como vitral
Antes ofereço penumbras que aninham
À cada andança tua lanço uma ponte
Reflexo de ti numa nova nuance
Flamejantes tremores da união carnal
Iluminam duas crianças que se apanham
Avistando o amor no olhar defronte
Arrebatadas pela promessa do alcance
Assim como a luz matinal
Aviva as folhagens que sonham
Tua lembrança desperta em meu horizonte
Letras vivas que narram nosso romance
Não te quero enfeitar como vitral
Antes ofereço penumbras que aninham
À cada andança tua lanço uma ponte
Reflexo de ti numa nova nuance
Flamejantes tremores da união carnal
Iluminam duas crianças que se apanham
Avistando o amor no olhar defronte
Arrebatadas pela promessa do alcance
23.8.06
Ai, que sacoooooo! Eu sou humana, fico de bode, de mau-humor, tenho problemas, unha-encravada, perco a hora, sabe, assim? Eu sou super-estruturada, mas tem horas que não, sabe? Porque simplesmente, não! Não dá, não insista. Tem momentos que eu sou minha e de mais ninguém, será que preciso pôr uma placa "Não me incomode"? Ora, veja bem, eu super amo as pessoas, mas quando eu tô escrevendo eu não tô pra ninguém, so sorry.
Aliás, sábado, 11 da noite, eu com sono, de pijama e cabelo molhado, deitada no sofá ouvindo "Barulhinho bom", quando ela, a musa, a inspiração, bateu na minha porta, toc-toc. E eu disse: "Entra, dona, há quanto tempo"! E nasceu uma canção (que alguns amigos disseram estar meio Zé Ramalho).
Ligo pra mamá: "Escuta a música que eu fiz".
Mamá: "Vc tá revoltada com o quê"?
Eu: "Por quê diz isso"?
Mamá: 'Esse negócio de anjos não tem asas, só tem cascas".
Eu: "Mãe! Isso é linguagem poética. Você tá parecendo a mãe do Cazuza"!
Mamá: "Por quê"?
Eu: "Porque quando o Cazuza escreveu "eu tô perdido, sem pai nem mãe", a mãe dele ficou puta".
Mamá: "Hahahahahahahahahahauahauahau".
Então, é o seguinte, a "música" (antes fosse, viu?) chama-se Mágoa. Segue letra abaixo. Seu Roger, agora podes comentar que ficarei lisongeada com a vossa crítica.
Os anjos não tem asas
Os anjos só tem cascas
Casca grossa cada dia
Vem mais fundo o fio da faca
Urucubaca zique-zira
Em mim respinga
A grande ira de todo mundo
Que já sofreu por amor
Você me diz que quer que eu te leve
Mas na minha dança só entra quem tira a camisa
E exibe músculo forte
Peito pra dar e vender
Teu coração comigo não pode
Nele as veias são vias em contra-mão
O teu sorriso é um horizonte indeciso
Enigma perdido de razão
Aliás, sábado, 11 da noite, eu com sono, de pijama e cabelo molhado, deitada no sofá ouvindo "Barulhinho bom", quando ela, a musa, a inspiração, bateu na minha porta, toc-toc. E eu disse: "Entra, dona, há quanto tempo"! E nasceu uma canção (que alguns amigos disseram estar meio Zé Ramalho).
Ligo pra mamá: "Escuta a música que eu fiz".
Mamá: "Vc tá revoltada com o quê"?
Eu: "Por quê diz isso"?
Mamá: 'Esse negócio de anjos não tem asas, só tem cascas".
Eu: "Mãe! Isso é linguagem poética. Você tá parecendo a mãe do Cazuza"!
Mamá: "Por quê"?
Eu: "Porque quando o Cazuza escreveu "eu tô perdido, sem pai nem mãe", a mãe dele ficou puta".
Mamá: "Hahahahahahahahahahauahauahau".
Então, é o seguinte, a "música" (antes fosse, viu?) chama-se Mágoa. Segue letra abaixo. Seu Roger, agora podes comentar que ficarei lisongeada com a vossa crítica.
Os anjos não tem asas
Os anjos só tem cascas
Casca grossa cada dia
Vem mais fundo o fio da faca
Urucubaca zique-zira
Em mim respinga
A grande ira de todo mundo
Que já sofreu por amor
Você me diz que quer que eu te leve
Mas na minha dança só entra quem tira a camisa
E exibe músculo forte
Peito pra dar e vender
Teu coração comigo não pode
Nele as veias são vias em contra-mão
O teu sorriso é um horizonte indeciso
Enigma perdido de razão
8.8.06
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